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Museu do Amanhã é de novo escolhido melhor do mundo em Berlim

Museu do Amanhã, na Praça Mauá. Foto: Alexandre Macieira / Riotur

Sob a gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), o equipamento cultural foi reconhecido por sua virada para o virtual durante a pandemia, e faturou o LCD Berlin Awards em experiência digital

O Museu do Amanhã acaba de vencer, pela terceira vez, o LCD Berlin Awards, considerado pela imprensa como o “Oscar dos Museus”. O equipamento cultural levou o prêmio de “Melhor Experiência Digital em Museus”, que destaca o pioneirismo na experiência do museu no ambiente digital. A cerimônia aconteceu na noite de hoje (7) em Berlim e estiveram presentes Ricardo Piquet e Alexandre Fernandes, Diretor Presidente e Curador de Inovação do Museu do Amanhã, respectivamente. Sob o comando do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), o Museu chegou à seleção final ao lado do Louisiana Museum of Modern Art, da Dinamarca, e do Garage Museum of Contemporary Art, da Rússia.

Este prêmio é o reconhecimento da dedicação e da conexão do Museu do Amanhã com o seu público, onde quer que ele esteja. Durante a pandemia, nós aprofundamos a nossa presença digital em velocidade recorde e oferecemos conteúdos de qualidade para informar, fazer refletir e incentivar as transformações que queremos para o amanhã. Mesmo agora, depois do retorno ao presencial, nós mantivemos esse olhar atento para o conteúdo digital e nossa forma de alcançar pessoas de todo o país”, conta Ricardo Piquet, Diretor Presidente do IDG, instituição gestora do Museu do Amanhã.

O Museu do Amanhã foi reconhecido na categoria “Melhor Experiência Digital em Museus” por sua estratégia digital durante o ano de 2021 e também pelo engajamento de público na internet. Em um ano, o Museu produziu mais de 80 horas de programação digital, criou novos projetos para debater as origens e consequências do coronavírus – além de uma mostra temporária sobre o tema, com tour virtual disponível no Google Arts & Culture – e ajudou o público a projetar novos futuros, a partir de novos paradigmas de convivência. Como resultado, o canal oficial do Museu no YouTube quadruplicou de tamanho durante a pandemia, tendo crescido 331% entre março de 2020 e dezembro de 2021. Somente no ano passado, foram mais de 150 mil visualizações no canal, um crescimento de 63% em relação a 2020. No Instagram, o perfil do Museu chegou a alcançar mais de 2 milhões de pessoas e atrair 50 mil novos seguidores por meio de uma publicação sobre a vacina da Covid-19.

Inaugurado em dezembro de 2015, o Museu do Amanhã ganhou seu primeiro LCD Award no ano seguinte como “Melhor Museu do Ano da América do Sul e Central”. Em 2018, ganhou novamente, desta vez na categoria de “Melhor Organização Cultural do Ano para promoção de ‘Soft Power’”, uma expressão usada na teoria das relações internacionais para descrever a habilidade de influenciar indiretamente o comportamento ou interesses da sociedade por meios culturais.

“O Museu do Amanhã é brasileiríssimo e cosmopolita. Para olhar para o amanhã, precisamos manter nossas raízes brasileiras bem alimentadas de trocas constantes aqui, mas também precisamos estar conectados com o mundo exterior. O reconhecimento internacional através desse prêmio nos abre portas para parcerias importantíssimas. E dá acesso aos mais importantes pensadores como, por exemplo, o astrofísico Neil deGrasse Tyson, que participou da série ‘Amanhãs Aqui e Agora’, que realizamos entre 2020 e 2021, em plena pandemia. O prêmio amplifica o trabalho que realizamos no IDG e no Museu”, reflete Piquet.

O Leading Culture Destinations Award é  o maior prêmio internacional concedido a instituições, organizações artísticas e cidades que se tornaram destinos culturais. Esta é a sétima edição da premiação que, em parceria com o visitBerlin, tem como objetivo valorizar os destinos que têm sido pioneiros na maneira como se vivencia a cultura e as viagens atualmente.

Fonte: Diario do Rio 

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