Logo, logo, a orla carioca viverá a charmosa mistura de todo fim de ano: diferentes sotaques, cores e idiomas desembarcarão para acompanhar o Réveillon do Rio, sem shows, mas com queima de fogos confirmada. A menos de duas semanas da virada, os hotéis já sentem o impacto da decisão de manter a celebração parcial, acordada entre prefeitura e governo do estado no início do mês: o setor já tem 86% de ocupação, segundo apuração do Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio (HotéisRIO).
“Vamos chegar a 100% na maioria dos hotéis, os números apontam para isso. Estamos mais do que preparados em termos de protocolos para operar com ocupação completa com toda a segurança para nossos hóspedes”, afirma Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO.
Segundo avaliação do setor, a movimentação do Réveillon no Rio será majoritariamente de turistas domésticos – a cobrança de passaporte vacinal para a chegada de estrangeiros ao Brasil ainda é motivo de polêmica entre Anvisa, Supremo e governo federal.
A maior movimentação de visitantes nacionais no Rio já era um aspecto sentido pelo setor de hotéis ainda antes da pandemia, devido à crise financeira que faz famílias pensaram duas vezes antes de viajar para o exterior. Mas as restrições de deslocamento alavancaram um novo fenômeno, o de hóspedes da própria cidade.
“A pandemia impactou o setor de forma importante, em decorrência da queda de ofertas de voos, o que provocou um movimento inicial pelo morador local de fazer seu turismo local, conhecer sua própria cidade, ou fazer um deslocamento para cidades mais próximas”, analisa Marco Pessoa, especialista em eventos do Grupo HEL (Hotéis, Eventos e Lazer). “Com a vinda da vacinação, houve a volta do deslocameto maior. Mas no geral, o brasileiro voltou a olhar mais para o seu país. OBrasil é diverso e observa-se demandas por todo o país”.
Os destinos mais procurados no Brasil ainda são o Rio, Foz do Iguaçu, e o litoral nordestino, seja em capitais, como Salvador e Maceió, ou regiões especialmente turísticas, como Porto de Galinhas (PE) e Mata de São João (BA), onde fica a Costa do Sauipe. Segundo Pessoa, no entanto, não há destino como o Rio. “É sem dúvida o destino principal, porque oferece uma gama enorme de alternativas, hospedagem, alimentação, transportes. É um destino democrático”.
Os bairros mais procurados até agora são os sempre charmosos Ipanema e Leblon. Juntos, ambos têm mais de 92,19% das reservas confirmadas nos hotéis; os agitados Leme e Copacabana tem 87,83% de ocupação; Barra da Tijuca e São Conrado, 86,25%; Flamengo e Botafogo, 84%; e o bom e velho Centro da Cidade, 77,17%.
Fonte: O dia