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Dos gramados de futebol para a hotelaria

Nesta edição vamos conhecer um pouco da trajetória do gerente regional no Rio de Janeiro para os hotéis econômicos e midscale da Accor, Rafael Andrade. Na entrevista ele fala sobre impactos da pandemia, aprendizados e retomada do mercado.

Os campos de futebol perderam um jogador promissor, mas a hotelaria brasileira ganhou um reforço talentoso. As lesões nos ligamentos dos dois joelhos colocaram um ponto final na carreira de Rafael Andrade, que chegou a jogar nos Estados Unidos e na Itália, e o levaram para a rede Accor, onde entrou há 17 anos. Formado em Direito, com pós-graduação em Direito Internacional e Comercial e em Gestão de Recursos Humanos, começou em 2005 como gerente de recepção. Em 2008, assumiu sua primeira gerência geral. Hoje desempenha a função de gerente regional no Rio de Janeiro para os hotéis econômicos e midscale, além de ser vice-presidente da ABIH-RJ e do HotéisRIO.

Para Rafael, a pandemia foi um momento inesperado e muito delicado para todos. “Rapidamente entendemos que a hotelaria seria um dos setores mais afetados pois, com a Covid-19, as pessoas deixaram de viajar e as empresas colocaram os funcionários em home office e suspenderam as reuniões presenciais. Isso nos afetou diretamente”.

Segundo ele, foi preciso tomar medidas drásticas, como redução de pessoal. “Ficamos somente com 40% dos colaboradores. Foi um desafio fazer ajustes e comprovar que um hotel aberto poderia ser menos dispendioso que um fechado, evitando encerrar as atividades de algumas unidades. Aí nos reinventamos e aos poucos estamos retornando à normalidade”.

Rafael percebeu uma mudança no perfil dos hóspedes, como novos nichos que despontaram com a pandemia. “Houve uma procura por utilização de nossos quartos como home office, tanto por profissionais que queriam se isolar da movimentação diária de suas casas, como de figuras novas, como influencers ou nômades digitais. Muitas reuniões virtuais aconteceram em nossos hotéis e isso deve constituir uma nova tendência”.

O gerente regional da Accor explicou que os segmentos de dois e três estrelas foram mais atingidos pela pandemia. “Em sua maioria, as unidades de nossa rede são hotéis corporativos, então fomos afetados diretamente”. Andrade ressaltou a importância da construção de parcerias com empresas. “Fechamos contratos exclusivos com algumas empresas de óleo e gás que nos ajudaram a enfrentar os problemas de ocupação causados pela pandemia”. No caso das hospedagens a lazer, os visitantes internacionais foram substituídos por nacionais. “Chegou um momento em que as pessoas cansaram de ficar em casa. Como os hotéis eram ambientes sanitariamente muito seguros, muita gente resolveu “mudar de ares” e experimentou empreendimentos hoteleiros em suas cidades de residência. Tivemos muitos cariocas em nossos hotéis aqui do Rio”.

O cenário agora é de retomada. “Muitos hotéis estão reabrindo. A gente volta fortalecido e com novos hábitos adquiridos, como os voltados para a segurança do ambiente. O uso de álcool gel, por exemplo, deve ficar”. Rafael Andrade elogia a parceria entre poder público e iniciativa privada, com as ações realizadas em conjunto com as secretarias de turismo, mas acha que é preciso mais. “O turismo é o segundo setor mais importante da economia do Rio e merece ser ainda mais bem cuidado. Temos que voltar a ser o principal destino do turista estrangeiro na América do Sul”.

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