Anvisa estuda desobrigar uso de máscaras em voos e aeroportos

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai discutir, nesta quinta-feira (12), o possível relaxamento de medidas restritivas contra a Covid-19 em aeroportos e durante voos realizados dentro do território nacional.

A Agência confirmou à CNN que uma reunião sobre o assunto está prevista para acontecer a partir das 14h.

A desobrigação do uso de máscaras de proteção facial por passageiros e tripulantes, dentro dos terminais e aeronaves, estará entre os temas analisados. À CNN, a Anvisa afirmou existir “a necessidade de modulação paulatina de alguns dispositivos normativos para que as medidas impostas em aeroportos e aeronaves sejam proporcionais ao risco atual”.

Em complemento ao divulgado pela Anvisa, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que compete ao órgão sanitário a determinação das medidas contra o coronavírus. E destacou que vai acatar todas as decisões para viabilizar “um transporte aéreo seguro e eficiente para passageiros e profissionais”.

Caso seja aprovado pela Anvisa, o relaxamento das medidas restritivas no Brasil acompanhará as determinações que serão adotadas em aeroportos da Europa a partir da próxima segunda-feira (16).

Isso porque a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (Easa) e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) suspenderam a obrigatoriedade de máscaras em voos e aeroportos da União Europeia.

Em comunicado oficial, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação afirmou que retirou “a recomendação de uso obrigatório de máscaras médicas nos aeroportos e a bordo de voos”. No entanto, de acordo com o órgão, o item “continua a ser uma das melhores proteções contra a transmissão” da Covid-19.

Para o epidemiologista da Fiocruz, Julio Croda, a medida não é apropriada para o momento, pois os casos de coronavírus no país voltaram a subir. No último boletim da fundação, especialistas apontaram um possível aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas populações adultas de 14 das 27 unidades da federação, nas últimas seis semanas.

“Acredito que aeroportos são locais de uma elevada transmissão. Dentro de aviões, nem se fala, é maior ainda. Acho que as flexibilizações não deveriam acontecer agora, até porque temos notado um aumento de transmissão nos estados brasileiros”, defendeu Croda.

Fonte: CNN Brasil

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